Médico oftalmologista que morreu após acidente era humano, atencioso e dedicado à profissão
07/02/2026
(Foto: Reprodução) João Carlos com as filhas; parentes e amigos destacam o vínculo afetivo e a presença constante na vida familiar
Reprodução/Instagram de Fernando Alves Ferreira
O oftalmologista João Carlos Alves Ferreira, de 49 anos, era conhecido entre pacientes, colegas e familiares pela forma atenciosa com que exercia a medicina. Sócio do Ver Hospital de Olhos, em Goiânia, ele morreu após sofrer um acidente de moto no Setor Marista, enquanto passeava com a esposa, no horário de almoço de domingo (1º).
Após ser atingido por um motorista, João Carlos foi socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), onde permaneceu internado por cinco dias. A morte, confirmada na quinta-feira (5), gerou comoção em diferentes círculos, especialmente entre pacientes que acompanhavam sua atuação profissional.
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Um médico lembrado pela atenção no consultório
A rotina de João Carlos era marcada pelo contato direto com os pacientes e pelo cuidado no atendimento. Comentários deixados nas redes sociais após a morte destacam a postura ética, a escuta atenta e a prudência no exercício da profissão.
“Era o tipo de médico que você nunca mais esquecerá do atendimento dele”, escreveu uma paciente. Outro comentário descreveu o oftalmologista como “humano, empático e bondoso, não só com os pacientes, mas com todos ao redor”.
No Ver Hospital de Olhos, onde atuava como sócio, colegas ressaltaram a convivência diária e o compromisso com a saúde ocular. Em nota, a instituição destacou a presença constante do médico nos corredores e consultórios, além da relação próxima com a equipe.
João Carlos Alves Ferreira ao lado da mãe, dos irmãos, da esposa e das filhas; médico mantinha relação próxima com a família
Reprodução/Instagram de Fernando Alves Ferreira
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Família, afeto e legado
Além da atuação profissional, João Carlos era descrito como um homem profundamente ligado à família. Ele era irmão de Thaísa Strozzi, ginecologista, e Fernando Alves Ferreira, também oftalmologista, e tio e padrinho muito presente na vida da sobrinha e afilhada, Manuella Strozzi.
Em uma mensagem publicada nas redes sociais, Manuella descreveu o tio como “segundo pai” e “porto de conforto e segurança”. “Em mim existe tanto de você. Guardo você no coração, com saudade, gratidão e um amor que atravessa o tempo”, escreveu.
A irmã, Thaísa Strozzi, também prestou homenagem: “Para sempre no meu coração, na minha vida… para sempre meu irmão!!!”. Já Fernando Alves Ferreira publicou uma foto ao lado do médico com a legenda: “Te amo infinitamente, meu irmão”.
João Carlos deixou a esposa e duas filhas.
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Comoção e investigação
Entidades da área da saúde também se manifestaram. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), a Sociedade Goiana de Oftalmologia (SGO) e o Ipasgo Saúde divulgaram notas destacando a atuação ética e humanizada do profissional.
Para colegas de profissão, João Carlos representava uma medicina baseada no cuidado e no respeito — valores que aparecem de forma recorrente nos relatos de pacientes e amigos.
O acidente é investigado pela Delegacia de Crimes de Trânsito (Dict). O motorista envolvido foi autuado em flagrante por lesão corporal culposa.
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